53,5% dos brasileiros desaprovam Lula, aponta AtlasIntel/Bloomberg

Os números saíram na última quarta-feira e deixaram o cenário político em alerta. Uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revela que 53,5% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Partido dos Trabalhadores. O dado, lançado em 25 de março de 2026, mostra uma mudança significativa no termômetro popular. A aprovação, por outro lado, fechou em 45,9%. O restante, apenas 0,6%, disse não saber responder. É a primeira vez que a desaprovação ultrapassa a marca de 53% em mais de um ano.

A tendência negativa que preocupa o governo

Aqui está o detalhe que ninguém pode ignorar: a desaprovação não é um pico isolado. Ela subiu 1,5 ponto percentual em relação à pesquisa de fevereiro de 2026. Naquele mês, a desaprovação estava em 52% e a aprovação em 47%. Agora, a diferença é de quase 8 pontos. Mas o que isso significa para o dia a dia das pessoas? A avaliação do governo como "ruim ou péssimo" também cresceu. Em março de 2026, 49,8% da população classificou a gestão dessa forma, contra 40,6% que viram como "boa ou excelente". Apenas 9,6% consideraram regular.

O contexto histórico ajuda a entender a gravidade. A tendência de queda começou em outubro de 2024. Foi quando a desaprovação começou a subir consistentemente. Em novembro de 2024, ela superou a aprovação pela primeira vez nesse ciclo. Um levantamento anterior de 7 de março de 2025 já mostrava 53% de desaprovação. Agora, em 2026, o cenário se consolidou. A pesquisa mais recente, registrada sob o número BR-04227/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, entrevistou 5.028 pessoas entre 18 e 23 de março.

Quem está insatisfeito e quem apoia

A pesquisa desenha um mapa geográfico e social muito claro. Nem todo mundo está insatisfeito, mas os grupos de rejeição são expressivos. Homens, pessoas com ensino médio completo e cidadãos entre 16 e 44 anos mostram as taxas mais altas de desaprovação. Os eleitores evangélicos também estão mais críticos. Geograficamente, a rejeição é maior no Centro-Oeste, Norte, Sul e Sudeste. É uma visão diferente do que se vê no Nordeste. Ali, tradicionalmente, o presidente ainda tem força. No Nordeste, a aprovação é de 57,9% contra 41,3% de desaprovação. Essa divisão regional é um ponto crucial para entender a política nacional.

  • Homens e mulheres: maior rejeição entre os homens.
  • Idade: jovens e adultos de meia-idade (16-44 anos) desaprovam mais.
  • Educação: nível médio completo correlaciona-se com desaprovação.
  • Região: Nordeste é o único bloco com maioria de aprovação.
Economia e inflação no centro das preocupações

Economia e inflação no centro das preocupações

Por que as pessoas estão insatisfeitas? A resposta está no bolso. A preocupação com a economia e a inflação atingiu o nível mais alto nos dados de acompanhamento. Para muitos entrevistados, a sensação de que o custo de vida está subindo pesa mais do que as políticas sociais. A desaprovação sustentada desde novembro de 2024 sugere que as medidas econômicas não estão ressoando positivamente com a maioria. É um sinal de alerta para o planejamento fiscal do ano seguinte.

O que se espera agora? A análise de especialistas indica que a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. Isso torna os dados robustos. O governo terá que lidar com esse cenário nas próximas reuniões. A pressão sobre a equipe econômica aumenta. Se a tendência de inflação não for controlada, a desaprovação pode subir ainda mais. A pesquisa foi feita com recrutamento digital aleatório, o que garante representatividade, mas o debate sobre metodologia sempre existe.

Metodologia e transparência dos dados

Metodologia e transparência dos dados

A pesquisa foi conduzida entre 18 e 23 de março de 2026. O total de respondentes foi de 5.028 adultos no Brasil. A margem de erro é de 1 ponto percentional. O registro no TSE garante a transparência. Comparando com a pesquisa de abril de 2025, que mostrou 53,6% de desaprovação, o cenário atual se mantém estável em números altos de rejeição. A diferença está na percepção da qualidade da gestão. Em 2025, 49,6% avaliaram como ruim ou péssimo. Em 2026, esse número subiu para 49,8%.

Perguntas Frequentes

O que esses números significam para o governo?

A queda na aprovação indica que as políticas públicas não estão sendo percebidas positivamente pela maioria. Com 53,5% de desaprovação, o governo enfrenta pressão para ajustar a economia e melhorar a percepção de qualidade de vida. Isso pode impactar a agenda legislativa e a capacidade de aprovar reformas.

Quem foi entrevistado na pesquisa?

A pesquisa entrevistou 5.028 brasileiros adultos entre 18 e 23 de março de 2026. O recrutamento foi aleatório e digital, com margem de erro de 1 ponto percentual. A amostra busca representar a população nacional, incluindo diversas regiões e grupos demográficos.

Por que a economia é o foco da desaprovação?

A inflação e o custo de vida são as maiores preocupações dos brasileiros. Quando o bolso aperta, a avaliação do governo tende a cair. A pesquisa mostra que a insatisfação econômica começou a crescer em outubro de 2024, coincidindo com indicadores de inflação mais altos.

Qual região tem mais apoio ao presidente?

O Nordeste é a única região onde a aprovação supera a desaprovação. Lá, 57,9% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 41,3% de desaprovação. Nas outras regiões, como Sudeste e Sul, a rejeição é a maioria. Isso reflete bases históricas de apoio ao Partido dos Trabalhadores.

Como a pesquisa foi registrada?

O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04227/2026. Isso garante que a pesquisa siga as regras eleitorais e de transparência. A metodologia foi divulgada publicamente pela AtlasIntel e Bloomberg para fins de auditoria.